Sono e saúde da pele

Sono e saúde da pele

Dormir bem faz bem para a pele. Privação de sono compromete a capacidade de regeneração do tecido cutâneo, reduz a hidratação, contribui para o surgimento de manchas e vincos, torna a pele opaca e menos elástica. O repouso é essencial para o descanso e reparo que a pele necessita a fim de recuperar-se da exposição diária a agentes nocivos. E não se trata de difundir a ideia do “sono da beleza”. De fato, sono de qualidade contribui para uma melhoria da aparência e ameniza os efeitos do avanço dos anos, mas não se pode esquecer que a pele é o maior órgão do corpo humano e que tem como uma das principais funções a proteção. Se o escudo fica danificado, o interior pode sentir os efeitos. Leia os tópicos a seguir e compreenda melhor o que acontece quando não se tem noites de descanso reparador.

Colágeno

A pele humana necessita da reposição regular de colágeno, operação esta impactada quando há níveis anormais de cortisol. Comumente chamado “hormônio do estresse”, o cortisol é uma espécie de recurso de defesa. Ele atua em situações nas quais nosso ritmo regular é alterado devido à percepção de instabilidade ou ameaça. O corpo concentra energias nas funções de proteção, como a glicose na corrente sanguínea, por exemplo, restando outras ações paralisadas ou sensivelmente reduzidas. Níveis de cortisol consistentemente elevados, como acontece nos momentos de tensão extrema ou na constância da privação de sono, reduzem a síntese proteica. Considerando que o colágeno representa aproximadamente um quarto da proteína no corpo, a reposição natural deste composto é afetada em virtude da maior liberação do hormônio.

O cortisol como vilão

O cortisol inibe também a ação do ácido hialurônico, essencial para a manutenção da elasticidade da pele. Este composto preenche os espaços entre as células e auxilia na hidratação adequada dos tecidos. É naturalmente produzido em grandes quantidades durante a infância e a juventude, um dos motivos da pele de crianças e jovens ser mais lisa e elástica. Com o avanço da idade, os níveis de ácido hialurônico diminuem. Está presente em todos os órgãos humanos, mas a pele contém mais de 50% de todo o ácido hialurônico do corpo. A elevação significativa dos níveis de cortisol resultante da privação de sono afeta a reposição do composto, comprometendo um importante recurso de proteção e hidratação da pele.

Não apenas o ácido hialurônico reduz-se com a inundação de cortisol resultante da falta de repouso. As ceramidas, lipídeos naturalmente presentes na pele e também fundamentais à proteção e hidratação, praticamente deixam de ser repostas, com possíveis riscos à integridade do tecido. Portanto, o excesso de cortisol compromete a estrutura da pele e a reposição de substâncias que concorrem para deixá-la hidratada e protegida, mas ainda fica pior: a irrigação sanguínea também é afetada. Por se tratar de um hormônio que prepara o corpo para defender-se, a circulação é modificada, de maneira a elevar a oferta de nutrientes para músculos e órgãos vitais, impactando a pele. Em resumo, cortisol em níveis anormais reduz a irrigação de sangue e consequentemente a nutrição e o oxigênio que estariam disponíveis à pele, mais um efeito devastador a que está suscetível a pessoa privada do sono.

A santa melatonina

A melatonina, principal substância reguladora do sono, também pode ser benéfica à saúde da pele. Este hormônio é naturalmente produzido no período que antecede o repouso e no decorrer deste, com picos de liberação durante a madrugada. Boa quantidade de melatonina é sinônimo de sono de qualidade e níveis adequados de cortisol, condição por si já bastante positiva, haja vista os efeitos nocivos descritos acima. A melatonina influencia a liberação do GH ou Hormônio do Crescimento, substância essencial à síntese proteica e desenvolvimento celular, ações que repercutem na recuperação dos tecidos humanos, inclusivamente o tecido cutâneo. Privação de sono indica insuficiência de melatonina e consequentes malefícios à saúde, repercutindo também na pele. Estudos recentes avaliam alterações da permeabilidade cutânea possivelmente decorrentes da redução nos níveis de melatonina, com prejuízos à resistência da camada mais superficial da pele, bem como à hidratação e até comprometimento da capacidade de cicatrização.

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