Dormir é mais do que recuperar as energias
Cuidados com a saúde são normalmente associados ao período mais produtivo do dia, as horas em que estamos acordados e fazemos escolhas conscientes sobre alimentação, consumo de bebidas, exercícios físicos, procura voluntária por serviços médicos, práticas voltadas ao relaxamento. Muitos desconhecem ou desprezam a relevância do período de descanso. O sono nas condições e tempo adequados realiza mais do que a reposição de energias: favorece a reconstituição de tecidos, otimiza a produção de hormônios e neurotransmissores, contribui para o equilíbrio de uma variedade de funções vitais, gera efeitos positivos para memória, capacidade de concentração e raciocínio. Sono de qualidade é tão importante quanto qualquer hábito saudável exercido no período de vigília. Listamos alguns dos benefícios do repouso cientificamente comprovados, para convencer você sobre a importância do descanso e afastar a ideia de que dormir é tempo perdido.
Prejuízos das noites em claro
Quem defende a ideia de dormir menos para produzir mais e ter mais tempo de “vida útil” deve repensar as prioridades, pois concorre para os seguintes efeitos a longo prazo: hipertensão arterial; desenvolvimento de diabetes; agravamento de doenças cardiovasculares; dores de cabeça crônicas; sobrepeso, obesidade e suas consequências; doenças de ordem neurológica; quadros de depressão; comprometimento do sistema imunológico. Privação do sono provoca redução da atenção, cansaço e episódios de microssono, aumentando o risco de acidentes automobilísticos ou do trabalho.
Sono e diabetes
A baixa qualidade do sono é fator de agravamento do diabetes. O descontrole nos níveis do hormônio cortisol aumenta a resistência à insulina, favorecendo o acúmulo da glicose e contribuindo para o desenvolvimento de distúrbios no pâncreas. O comprometimento da ação dos hormônios leptina e grelina, responsáveis respectivamente pela sensação de saciedade e por estimular o apetite, concorre para quadros de obesidade, também causadora de aumento da resistência à insulina. Resultados de um estudo de longo prazo realizado na Universidade da Pensilvânia indicaram um aumento de 50% das chances de desenvolver diabetes nas pessoas com distúrbios do sono.
Sono e sistema cardiovascular
A redução da frequência cardíaca natural no período de sono promove descanso ao sistema cardiovascular, auxilia no controle da pressão arterial e previne o desenvolvimento do chamado “estresse noturno”, fator de risco para doenças coronarianas. O repouso equilibra os níveis do hormônio do crescimento, testosterona, cortisol, leptina e grelina, resultando em aumento do vigor físico, maior queima de gorduras, regulação do apetite e controle da glicemia, efeitos benéficos à saúde cardiovascular.
Sono e sistema nervoso
Durante o sono, o líquido cefalorraquidiano, também conhecido pela sigla LCR, promove uma desintoxicação do tecido cerebral, através da remoção de proteínas nocivas resultantes da atividade do sistema nervoso. O acúmulo indevido dessas toxinas foi identificado em pessoas com doenças neurodegenerativas. O cumprimento dos estágios mais profundos do sono possibilita a eliminação eficaz dessas substâncias nocivas, pois a mudança no fluxo sanguíneo resultante da redução da atividade cerebral viabiliza a ação do LCR.
Sono e memória
O sono influencia no processo de seleção das memórias e na ampliação do conhecimento. Durante o repouso, acontece a transferência de conteúdos armazenados no hipocampo para outras zonas do cérebro. Esta ação faz com que as informações captadas durante o dia sejam integradas à memória de longa duração e contribuam para a reestruturação dos conhecimentos do indivíduo. Com o hipocampo descarregado ao acordar, a pessoa poderá acumular novos conteúdos e na noite seguinte terá mais uma atualização das suas memórias e dos esquemas de conhecimento. Este processo prolonga-se por toda a vida e permite ao indivíduo interagir socialmente, ser produtivo e até proteger-se de situações de perigo. Dormir contribui para memória, raciocínio e capacidade de utilizar conhecimentos como ferramentas para a solução de problemas.
Sono e sistema imunológico
O repouso favorece a atividade dos linfócitos T, componentes do sistema imunológico, na eliminação de células comprometidas por agentes patogênicos, como os vírus. A privação de sono interfere na produção de citocinas, substâncias reguladoras da atividade de células do sistema imunológico. Resultados de pesquisas fundamentam a tese de que os distúrbios do sono prejudicam a produção de anticorpos decorrente da vacinação. Estudos sugerem também uma elevação significativa no risco de contrair infecções respiratórias.
Sono e dor de cabeça
Dores de cabeça frequentes podem ser resultado de sono de má qualidade. Segundo pesquisas, sono ruim afeta os estímulos aos receptores de dor dos órgãos e tecidos, provocando uma resposta excessiva caracterizada pela dor constante e intensa. Também pode interferir nos efeitos dos medicamentos utilizados no tratamento da dor crônica. Especialistas afirmam haver uma “relação bidirecional” entre sono e dor de cabeça: dormir mal produz ou agrava a dor de cabeça, e esta afeta a qualidade do descanso.
Sono e pele
O descanso favorece a reposição das fibras de colágeno, substância que proporciona elasticidade ao tecido conjuntivo, auxiliando na prevenção de rugas, linhas de expressão e flacidez. O sono de má qualidade desregula os níveis de melatonina, importante antioxidante produzido naturalmente pelo corpo humano. Outra substância que depende do sono para alcançar níveis satisfatórios é o cortisol. Dormir mal afeta a liberação desse hormônio, resultando, dentre outros efeitos indesejáveis, em vasocontrição. A pele tende a ficar pálida e sem brilho, realçando regiões de maior irrigação sanguínea próximas dos olhos, ou seja, formando “olheiras”. Essa condição também possibilita a formação de vincos e inchaços em pontos da pele.
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