O perigo dos microssonos

O perigo dos microssonos

Microssonos, aqueles cochilos incontroláveis que dão a impressão do “cérebro ter desligado”, podem ser fatais quando se está ao volante e também representam risco no ambiente de trabalho. Microssonos podem acontecer quando se executa uma tarefa muito monótona ou repetitiva por longo período, mas a principal causa é a fadiga, possivelmente resultado de irregularidades no repouso. Sono por tempo insuficiente ou excessivamente interrompido contribuem para tais episódios que comprometem a segurança em certas circunstâncias. Com duração que varia de alguns segundos a minutos, microssonos afetam o desempenho profissional, já que uma das características é a pouca ou total ausência de assimilação de informações. Quando a tarefa executada exige o controle consciente de equipamentos com potencial lesivo, o cochilo pode resultar em tragédia, como nos acidentes automobilísticos.

Autoridades norte-americanas acreditam que microssonos são causa direta de 1.500 acidentes rodoviários fatais por ano. Recentemente, gestores públicos do estado norte-americano do Kentucky concluíram que 13% do total de desastres automobilísticos teve como causa adormecer ao volante. Durante um episódio de microssono, a atividade cerebral mantida não inclui o controle dos movimentos voluntários, condição que pode resultar em tragédia. Façamos então uma conta simples: a 90 km/h de velocidade média, um microssono com duração de 4 segundos representa 100 metros percorridos; 100 metros em que um veículo pesando uma ou mais toneladas está completamente sem controle. Não há dados precisos do Brasil, mas existem indícios de que a fadiga mata mais nas rodovias brasileiras do que o consumo de bebidas alcoólicas.

A condição que gera os microssonos normalmente resulta de irregularidades no repouso, hábitos não favoráveis ao início, continuidade e duração do descanso noturno ou mesmo distúrbios do sono. Há pesquisadores que acreditam se tratar de uma reação do sistema nervoso central a uma sobrecarga de estímulos sensoriais, o que também sugere fadiga por falta de repouso verdadeiramente reparador. Um grupo de pesquisa em Cingapura avaliou episódios de microssono em voluntários que haviam permanecido 22 horas acordados, percebendo uma redução significativa da atividade no tálamo, zona do cérebro que tem controle sobre a consciência, sono e nível de alerta. O sono regular é essencial à eliminação de toxinas presentes no sistema nervoso central e influência nas conexões entre neurônios nos períodos de vigília. Contribui para o bom funcionamento do sistema imunológico, síntese de proteínas, recuperação de tecidos do sistema músculo-esquelético, saúde do sistema cardiovascular. Desordem neste conjunto certamente contribuirá para a fadiga e possíveis episódios de microssono. O resultado dependerá do contexto: uma bronca do chefe por cochilar na reunião semanal, um acidente grave ou até mesmo um acidente fatal.

Cuidados com o repouso são importantes para a saúde também sob o ponto de vista da segurança. Avalie seu ambiente de descanso e hábitos que possam vir a ser desfavoráveis ou pouco saudáveis. Adotar um estilo de vida que favoreça o sono repercute no estado geral de saúde. Se os problemas persistem ou desconfia de um distúrbio do sono, procure um médico.

Cabe mencionar que são involuntários, não há controle sobre início e duração dos microssonos. Os apreciadores de histórias em quadrinhos e filmes com super-heróis sabem que o Batman controla os microssonos, mas se você não é parente do Homem Morcego, melhor não arriscar. Durma bem, pela quantidade de horas necessária ao restabelecimento das suas energias. Invista em higiene do sono e procure um especialista para tratar distúrbios do repouso. Lugar de dormir é na cama, 8 horas por noite.

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