Sono para combater o sobrepeso
A luta diária contra a balança é uma realidade para muitos. Na tentativa de proteger-se dos impactos à saúde decorrentes do sobrepeso, controle alimentar rigoroso, atividades físicas intensas, procedimentos médicos, uso de suplementos e fitoterápicos são recorrentes. Privar-se de alguns prazeres e adotar dietas altamente restritivas não são incomuns. Um fato comprovado e desconhecido para alguns é que o sono regular é um aliado fundamental no controle saudável da massa corporal. Qualidade e tempo adequado de repouso noturno contribuem para a efetividade das demais medidas de combate ao sobrepeso, com manutenção do estado geral de saúde.
Dormir queima calorias
Durante o sono, o corpo queima calorias de maneira a obter energia para a manutenção de funções vitais. O metabolismo basal assegura “combustível” para a produção de hormônios e neurotransmissores, funcionamento do sistema cardiovascular e respiratório, atividade do sistema nervoso central, dentre outras operações. O cérebro mantém-se ativo durante o sono, especialmente no último estágio, o REM. É justamente o cérebro o principal usuário da energia produzida do gasto calórico, energia esta transportada pelas moléculas de ATP. Conforme mencionado, a atividade cerebral máxima ocorre durante o sono REM, estágio final que apenas acontece plenamente quando todas as demais etapas foram adequadamente cumpridas. O tempo de repouso sugerido pelos especialistas, mínimo de 7 horas por noite, contribui para a execução de 4 a 5 ciclos completos do sono, incluindo o estágio REM, potencializando a queima calórica. Não apenas quantidade, mas a qualidade do descanso noturno é determinante no cumprimento apropriado dos mencionados estágios e ciclos. Deve-se considerar também o fato de não comermos enquanto dormimos, o que é óbvio. Portanto, as calorias consumidas não são imediatamente repostas; o corpo produz energia das reservas; só há decréscimo de calorias, nenhum acréscimo.
A contribuição do sono regular ao controle saudável do peso não se limita ao gasto calórico. O sono auxilia na regulação dos níveis de GH, testosterona e estrogênios, hormônios envolvidos na síntese protéica, manutenção da massa magra, reconstituição da matriz óssea e aumento do vigor físico. O repouso incrementa controle motor, nível de atenção e disposição nos períodos de vigília e serve de regulador da atividade cardiovascular. Estes fatores conjugados contribuem para bom desempenho e regularidade das atividades físicas, importante recurso na luta contra o sobrepeso.
Eliminação de reserva de gordura
Durante o sono, o corpo elimina reservas de gordura através da respiração. Pesquisadores obtiveram evidências de que 80% do resíduo da conversão das moléculas de gordura em fontes de energia consiste de Dióxido de Carbono, eliminado essencialmente quando respiramos. O descanso noturno conforme indicado pelos especialistas deve ocupar aproximadamente um terço do tempo de um dia, período com variações da atividade respiratória que deve promover razoável eliminação de moléculas de dióxido de carbono provenientes das gorduras. No período, também não há ingestão, obviamente, apenas eliminação do que temos em estoque. Tempo adequado e boa qualidade do sono são imprescindíveis. Atividades físicas e controle alimentar contribuem significativamente no processo.
O perigo da privação de sono
O que for ingerido através dos alimentos deve ser suficiente para gerar energia ao corpo. O excesso, assim como acontece em qualquer outro contexto, acumula-se e prejudica. Enquanto dormimos, não comemos, e assim deve ser. Os níveis de grelina, hormônio produzido no aparelho digestivo e que no jejum sinaliza a necessidade de comer, permanecem controlados durante o repouso. A leptina, o hormônio da saciedade, mantém-se em quantidades mais elevadas e estabelece o equilíbrio. É o período de queimar as calorias ingeridas e aplicar a energia resultante em processos vitais. O resíduo, conforme mencionado acima, acaba por ser eliminado. A privação de sono inverte as duas substâncias, com maiores níveis de grelina e consequentemente maior ingestão de alimentos. Quando o indivíduo se mantém acordado no período em que deveria dormir, sinaliza ao corpo a necessidade de energia adicional, resultando na procura por alimentos calóricos e ricos em açúcar. Os assaltos às despensas e geladeiras levam ao acúmulo, ao invés da queima a que corpo está naturalmente programado.
Não é de surpreender que uma renomada entidade internacional de saúde, a American Heart Association, incluiu o sono regular entre os 8 elementos indispensáveis à saúde cardiovascular. O repouso de qualidade isoladamente não produz milagres, mas é determinante no sucesso de qualquer programa de combate ao sobrepeso. Hábitos que promovam saúde física e mental e boas noites de sono; eis o bom caminho.
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