Sono irregular é uma doença
A afirmação contida no título não é exagero. A síndrome do sono insuficiente despertou a atenção da OMS e de outras entidades internacionais relacionadas à saúde e pesquisa. O distúrbio caracteriza-se pela privação crônica do descanso noturno, mas diferentemente de outras doenças do repouso resultantes de alterações físicas ou de ordem mental, a síndrome do sono insuficiente é quase sempre de natureza comportamental. Uso excessivo de dispositivos eletrônicos de comunicação (smartphones e computadores pessoais) e outros hábitos noturnos indevidos podem comprometer a qualidade do descanso de forma a estabelecer um quadro duradouro. Alimentação desequilibrada, tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas e sedentarismo podem também ser prejudiciais, mas a síndrome do sono insuficiente é comumente reflexo de escolhas que impactam início e tempo de repouso. A privação de sono esporádica é relativamente difundida, resultado do ritmo de vida e consequentes compromissos que por vezes impõem sacrifício das horas de repouso. Entretanto, há casos em que os lazeres e as obrigações se tornam preponderantes e o descanso noturno é rotineiramente suprimido. Cria-se então um quadro crônico com severos prejuízos à saúde, e muito mais difícil de ser revertido. Pesquisas sugerem que um terço da população adulta norte americana desenvolveu a doença. No Brasil, considerando a crise gerada pela pandemia do Covid-19, a síndrome do sono insuficiente pode ter atingido mais de 40% dos adultos, um contingente superior a 60 milhões de indivíduos.
Efeitos da síndrome do sono insuficiente
A classificação da síndrome do sono insuficiente pela OMS reflete a preocupação de especialistas com a gravidade dos efeitos produzidos pela privação crônica do descanso noturno:
– o sistema glinfático depende do cumprimento adequado dos estágios do sono; privação do repouso noturno pode comprometer a eliminação de resíduos metabólicos nocivos ao sistema nervoso central; tais substâncias estão associadas ao desenvolvimento da Doença de Alzheimer e outros quadros de demência;
– micróglias e atrócitos também dependem dos estágios regulares do sono para operações que beneficiam as conexões neurais; privação do sono compromete a atuação de tais células, afetando processos mentais e contribuindo para o declínio cognitivo no longo prazo;
– a irregularidade do sono por longos períodos desregula níveis de produção de hormônios essenciais à síntese proteica, comprometendo a reposição de tecidos do corpo; como consequência, redução da massa muscular e prejuízos à densidade óssea e à pele; hormônios sexuais também são impactados, com efeitos negativos ao vigor físico, fertilidade e recomposição da parte mineral da matriz óssea;
– sono de má qualidade impacta seriamente os sistemas cardiovascular e imunológico; contribui para um aumento da resistência à insulina e possível desenvolvimento do diabetes tipo 2; agrava a hipertensão arterial e a obesidade, fatores de risco para doenças altamente letais;
– a privação de sono constante e duradoura afeta a memória, o raciocínio, o humor e pode ser a porta de entrada para doenças mentais como a depressão e o transtorno de ansiedade; a fadiga nos períodos de vigília pode produzir episódios de microssono causadores de acidentes de trânsito fatais.
Combater a síndrome do sono insuficiente
Considerando que a maioria dos quadros de síndrome do sono insuficiente têm causas comportamentais, a cura pode estar na mudança de estilo de vida e na atenção às condições do repouso. Essencial estabelecer limites para as atividades profissionais e acadêmicas no período noturno. Computadores pessoais, tablets e smartphones podem ser fontes de estresse ou criar um estado de alerta prejudicial a quem precisa dormir. Lazer é essencial, mas há que se evitar ao máximo que comprometa o descanso da noite. Atividades físicas, alimentação balanceada e moderação nas bebidas alcoólicas podem fazer a diferença na hora de dormir. Cafeína e substâncias presentes no fumo são estimulantes e afetam a qualidade do repouso. Por fim, mas não menos importante, dispor de um ambiente de descanso que favoreça o relaxamento e proteja a continuidade do sono. Pode vir a ser necessário consultar um especialista, mas quando se trata de síndrome do sono insuficiente, nossas escolhas surtem grande efeito.
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