Cortisol e qualidade do sono

Cortisol e qualidade do sono

O cortisol é um hormônio da família dos esteroides, produzido em nosso corpo pelas glândulas suprarrenais, contando com estímulos do hipotálamo e da glândula pituitária. Conhecido popularmente como “hormônio do estresse”, sua atuação abrange mais do que simplesmente nos preparar para respostas em situações de tensão. A hidrocortisona, sua forma processada em laboratório, é um anti-inflamatório aplicado em tratamentos médicos variados. Regulador da pressão arterial e dos níveis de açúcar, atuante em processos inflamatórios e essencial ao bom funcionamento do sistema imunológico, a manutenção de quantidades adequadas de cortisol contribui para boa saúde e bem-estar, e o sono tem estreita relação com este controle. No texto da semana, falamos um pouco sobre esta substância vital e a importância do repouso de qualidade para seu equilíbrio.

O cortisol atua no metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas, de maneira a proporcionar a energia necessária a processos celulares vitais. Uma de suas funções é viabilizar a conversão e o acúmulo do glicogênio, principal fonte energética do corpo humano. O hormônio é facilitador da transformação dos diferentes tipos de açúcar em glicogênio, bem como do seu armazenamento no fígado. O cortisol também atua para catabolizar, ou seja, degradar moléculas de proteínas e de gorduras e convertê-las em combustíveis para o corpo, processo essencial nos períodos prolongados de jejum ou nos casos de hipoglicemia (baixa excessiva da glicose provocada por efeito da insulina). Bons níveis de cortisol contribuem para a contração muscular adequada, inclusive do músculo cardíaco. O hormônio regula a permeabilidade vascular, contribuindo na recuperação de tecidos afetados por infecções ou traumas, assim como auxiliando no controle da pressão arterial. Durante a gestação, o cortisol atua no desenvolvimento de órgãos e tecidos do feto, especialmente no trato intestinal e pulmões. Insuficiência de cortisol é comumente associada a quadros de depressão. Além dos benefícios mencionados, o hormônio ativa respostas nas situações de alerta ou risco, aumentando pressão arterial e níveis de açúcar no sangue, permitindo que os músculos tenham energia e o corpo possa reagir à medida da ameaça.

Pessoas com sono regular, em horários e quantidade de tempo adequados, apresentam menores níveis de cortisol no período noturno, com elevação gradual durante o repouso, atingindo o pico nas primeiras horas da manhã, pouco depois de acordar. Ao longo do dia, o hormônio é secretado em quantidades suficientes para manter o indivíduo ativo, sendo os níveis reduzidos com a proximidade da noite e o início de um novo período de sono. Este ciclo acontece diariamente, permitindo que se esteja alerta nos momentos de maior atividade e necessidade de reação, relaxado quando se está protegido e o corpo precisa de descanso. Enquanto estamos acordados, desempenhando tarefas que exijam concentração e resposta muscular, submetidos a situações que produzem stress, há uma manutenção de níveis elevados de cortisol, justamente quando deveriam ser reduzidos. A relação entre cortisol e vigília acaba por ser bidirecional: quem apresenta quadro de saúde com níveis excessivos de cortisol desenvolve distúrbios do sono, assim como a irregularidade do sono mantém quantidades elevadas do hormônio. Sob efeito do cortisol, ocorre uma redução no corpo das substâncias precursoras da melatonina, conhecida popularmente como “hormônio do sono”. A insuficiência de melatonina afeta o repouso e aumenta o desejo de ingerir fontes de energia, notadamente carboidratos, necessárias a uma situação de autodefesa inexistente.

O efeito do cortisol elevado sobre a melatonina não se limita ao sono e ingestão de calorias. A substância é um importante antioxidante produzido pelo corpo e o déficit na produção compromete a saúde. Outro efeito da elevação irregular dos níveis de cortisol é a diminuição das reservas de proteína nos músculos e tecidos conjuntivos, resultante da conversão em fontes de energia a serem armazenadas no fígado. Durante o processo que resulta na degradação das proteínas, as funções anabólicas de recuperação dos tecidos mencionados permanecem paralisadas. Fácil entender porque atletas e em especial fisiculturistas preocupam-se com a qualidade do sono. O cortisol tem efeito contrário à insulina, pois aumenta a concentração de açúcar no sangue. Como mecanismo de defesa do corpo é essencial, mas o desequilíbrio pode contribuir para o desenvolvimento do diabetes e seus efeitos nocivos. O descontrole do cortisol afeta a produção de colágeno, promovendo perda de elasticidade da pele, comprometimento da reconstituição de tecidos moles como os ligamentos articulares e prejudicando também a reposição de tecido ósseo. Quanto ao sistema vascular, alterações na pressão arterial constituem fator de risco de doenças graves, como os problemas coronarianos por exemplo. O cortisol elevado compromete também nossas respostas imunológicas, pois inibe a atividade dos neutrófilos e dos linfócitos T, essenciais na eliminação de agentes patogênicos (vírus, bactérias e fungos) e de células por estes afetadas.

Diversos fatores alteram os níveis de cortisol, mas a qualidade do sono comprovadamente auxilia no controle e pode servir de indicativo de irregularidades. Hábitos saudáveis e práticas que favoreçam o repouso contribuem para a manutenção de quantidades adequadas deste e outros hormônios. Dormir bem é uma forma fácil de manter a saúde e um recurso fundamental a quem pretende vida longa e ativa. Cuide e monitore seu sono. Caso suspeite que algo está mal, procure um médico, sem demora.

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