Sono e Imunidade

Sono e Imunidade

Indiscutível a relação entre qualidade do sono e eficácia da resposta imunológica, embora detalhes dos efeitos do repouso sobre a produção e atuação das células do sistema imunitário ainda necessitem ser melhor esclarecidos. Estudos não desvendaram todos os mecanismos desta interação, mas os resultados da observação de quadros de privação de sono permitem afirmar que o corpo tem mesmo os seus recursos de defesa limitados, sendo também reduzidas as respostas aos processos de imunização. Pesquisadores defendem que a qualidade e a duração do repouso têm influência sobre a atividade dos linfócitos T, essenciais na identificação e eliminação de células com anomalias, invadidas por vírus ou atacadas por qualquer outro tipo de parasita intracelular. Os linfócitos T também desempenham papel fundamental na memória imunológica e auxiliam outros linfócitos na produção de anticorpos. O impacto nos níveis de cortisol produzidos pelo sono de má qualidade também afetaria o desempenho do sistema imunitário, segundo estudos. Na publicação desta semana, 4 pesquisas recentes que demonstraram efeitos da privação de sono sobre o sistema imunológico. Dormir bem é um excelente recurso na proteção contra infecções, e está ao alcance de todos.

– Pesquisadores da Unifesp – Universidade Federal de São Paulo avaliaram os efeitos da privação de sono na resposta do organismo à agressão por patógenos. Os estudiosos analisaram especificamente a ação do protozoário Plasmodium, parasita unicelular causador da malária, em cenários de deficiência do estágio REM do sono. Contados três dias da infecção, o efeito sobre o sistema imunológico foi devastador. Os pesquisadores perceberam um déficit na resposta imune adaptativa, período em que os linfócitos dos tipos T e B se associam na produção de anticorpos. A insuficiência de anticorpos potencializou os efeitos da infecção. Os resultados sugerem que a privação de sono pode tornar o corpo suscetível a infecções provocadas por diferentes agentes agressores.

– A equipe da Unifesp também avaliou os impactos da privação de sono na resposta imunológica a doenças inflamatórias preexistentes, mas especificamente a asma alérgica. A mesma deficiência do estágio REM que serviu de referência para o estudo anterior produziu alterações na atividade de eosinófilos e citocinas normalmente ativados na defesa contra alérgenos. O resultado foi o agravamento da resposta inflamatória à asma alérgica e o aumento da resistência a medicamentos de uso regular, notadamente alguns corticoides.

– Pesquisadores do Instituto do Sono realizaram uma avaliação da resposta ao resfriado comum em quadros de privação do sono. Os voluntários que tiveram contato com o vírus foram divididos em grupos submetidos a diferentes tempos de repouso. Foram contabilizados os casos de desenvolvimento do resfriado por grupo e posteriormente comparados, com o intuito de perceber padrões relacionados ao tempo de descanso noturno. As pessoas que dormiram regularmente menos de 6 horas por noite alcançaram um número 4 vezes maior de doentes com relação ao grupo que repousava 7 horas ou mais. Quanto aos voluntários que dormiram no máximo 5 horas, 4,5 vezes mais chances de ficarem resfriados, em comparação com aqueles que repousaram 7 ou mais horas.

Relativamente à imunização, há um número considerável de pesquisas vinculando qualidade do sono à produção de anticorpos. A Universidade da Califórnia observou um grupo de voluntários e concluiu que a resposta imune ao vírus da gripe foi superior nos indivíduos que dormiram bem nas noites que antecederam à vacina antigripal. Pesquisadores da University of North Texas avaliaram a condição de saúde de adultos nas semanas posteriores à vacinação contra a gripe, concluindo que as pessoas com insônia produziram menos anticorpos nos primeiros 30 dias após a imunização. A Unifesp – Universidade Federal de São Paulo acompanhou trabalhadores de uma linha de produção por turnos e concluiu que os profissionais que atuavam no período diurno produziram mais anticorpos após a vacinação contra meningite que os trabalhadores do turno da noite. Por fim, pesquisadores da Universidade de Lubeck na Alemanha perceberam que pessoas com distúrbios do sono vacinadas contra a hepatite A desenvolveram apenas metade dos anticorpos do grupo de voluntários que dormia regulamente 7 horas ou mais por noite.

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