Sono contra a depressão
O sono desempenha ação reparadora imprescindível à boa qualidade de vida. Durante o repouso, tecidos são recuperados, hormônios e neurotransmissores têm seus níveis restabelecidos à normalidade, a atividade do sistema nervoso central é modificada de maneira a preservar seu bom estado nos períodos de consciência. Recentemente, verificou-se a diferenciação no tratamento de memórias que concorre para a melhor gestão das emoções, sejam elas positivas ou decorrentes de situações traumáticas. A conjunção destas operações executadas durante o sono é determinante na preservação da saúde física e também na prevenção ou tratamento de transtornos de ordem mental, notadamente a depressão.
A Organização Mundial da Saúde tem alertado para os danos provocados pela depressão. Formalmente classificada como doença, figura como a principal causadora de incapacidade temporária no planeta. A depressão atinge algumas centenas de milhões de pessoas no mundo, provocando prejuízos aos setores produtivos e sistemas de saúde pública, concorrendo para cenários de grande gravidade que resultam em lesões autoinfligidas e até morte autoprovocada. Profissionais e entidades médicas afirmam que transtornos como a depressão contribuem para o agravamento de doenças também de natureza física. Na raiz do problema estão fatores ambientais como o contexto social, acontecimentos, ambiente familiar, profissional ou comunitário, bem como fatores biológicos, psicológicos e possivelmente de ordem genética. A má qualidade do sono tem estreita relação com os elementos biológico e psicológico, potencializando agentes de desordem física e mental.
Existe uma relação estreita e bidirecional entre privação do sono e depressão. Os distúrbios que afetam o repouso, a insônia inclusivamente, agravam fatores que concorrem para a depressão, ao mesmo tempo em que esta compromete a qualidade do descanso. Quando episódios de privação de sono são regulares, o indivíduo tende a apresentar fadiga, alterações de humor, dificuldades de memória e concentração, sonolência diurna, desinteresse por atividades físicas e de lazer, redução do desejo sexual. O desequilíbrio pode conduzir também ao desenvolvimento de transtornos de natureza física. As horas noturnas favorecem comportamentos prejudiciais como hipervigilância e pensamentos ruminativos. Estes elementos combinados costumam produzir efeitos na saúde, no ambiente profissional e nas relações interpessoais, acarretando uma instabilidade emocional que pode iniciar episódios depressivos. No sentido inverso, a depressão decorrente do desequilíbrio descrito compromete ainda mais a qualidade do repouso.
Uma pesquisa divulgada em 2018 no periódico JAMA Psychiatry revelou que 75% das pessoas consultadas que sofriam de depressão também relatavam quadros complicados de insônia. Mais recentemente, pesquisadores da Universidade de Berna, na Suíça, publicaram na revista Science os resultados de um estudo sugerindo que a privação de sono afetaria a seleção de memórias de eventos recentes, comprometendo a gestão das emoções resultantes de estímulos traumáticos. Embora não conclusiva, a pesquisa indica que a má qualidade do repouso pode aumentar a recorrência de pensamentos e sentimentos negativos, resultando em transtornos mais severos no longo prazo. Também em 2018, foi publicada outra pesquisa no JAMA Psychiatry, realizada pela Universidade Warwick, na Inglaterra, corroborando afirmações sobre o vínculo entre repouso de má qualidade e depressão. Um mapeamento da atividade neural demonstrou que determinadas regiões do cérebro apresentam comportamentos quase idênticos em pessoas com quadros depressivos e com históricos de privação de sono.
O repouso com qualidade e tempo adequados definitivamente repercute na prevenção de transtornos de ordem física e mental. Essencial avaliar e ajustar, caso necessário, os agentes que favorecem o sono, incluindo recursos e hábitos. Na suspeita de distúrbios ou na persistência do quadro desfavorável, recomendável consultar um especialista. Dormir bem é uma medida eficaz na proteção da saúde.
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