Despertar no meio da madrugada: é normal?
Acordar no meio da madrugada, entre 3 e 4 horas da manhã, não é motivo de preocupação, pois há explicações biológicas para o fenômeno. Algumas pessoas nem percebem o despertar; outras tomam consciência, mas retomam o descanso após alguns poucos instantes. É também aceitável que a partir de então o sono venha a se tornar mais leve, pois quem não sofre com irregularidades no repouso noturno já passou pelos momentos de pico de melatonina e está na cama há mais de 5 horas. Entretanto, há quem fique com a mente inundada de pensamentos, alguns de certa forma angustiantes, quase sempre improdutivos, e acabe por perder longos períodos de descanso, tentando solucionar problemas que definitivamente não serão tratados naquele momento.
Ciclos do sono
Despertares são normais nos momentos em que um ciclo do sono se encerra e outro está prestes a iniciar, mas têm duração curta e muitas vezes são imperceptíveis. É possível que tal mudança aconteça justamente por volta das 3 da madrugada, potencializando o efeito. Pesquisadores afirmam que no horário mencionado acontece uma natural modificação no padrão de sono, resultante da proximidade do nascer do dia. Místicos atribuem a fenômenos paranormais dos mais variados, mas há estudos consistentes sobre alterações hormonais que servem de prenúncio do despertar definitivo, prestes a acontecer com a aurora. Conforme dito acima, nosso corpo já teria ultrapassado o período de máxima liberação da melatonina, substância que regula nosso “relógio biólogo” e leva-nos a dormir quando não há luz solar. Paralelamente, o nível de cortisol começa gradativamente a aumentar, de forma a alcançar picos durante a vigília. De maneira simplista: nosso corpo é programado para começar a elevar o nível de alerta por volta das 3 horas da manhã, para estarmos em plena atividade com o retorno do sol.
Tormentos da madrugada
Despertar entre 3 e 4 da madrugada pode ser normal, mas permanecer acordado e ser atormentado por pensamentos definitivamente não é agradável. O psicólogo Greg Murray, do Centro de Saúde Mental da Universidade Tecnológica Swinburne, na Austrália, atribui o efeito negativo ao estresse, potencializado por circunstâncias desfavoráveis que também são normais naquele horário e condição. Segundo o pesquisador, vivenciamos um momento em que nossos recursos físicos e cognitivos estão menos ativos e não dispomos dos meios de suporte para lidar melhor com as emoções, como “conexões sociais e ativos culturais”, presentes durante o dia. Em resumo, ficamos sozinhos, na escuridão, assombrados por pensamentos autopunitivos ou ideias conflitantes ou mesmo por temores, sem recursos para lidar com a situação. Normalmente, quando estamos em plena atividade durante o dia, as causas do “tormento da madrugada” são esquecidas ou adequadamente refletidas, raramente representando algo de fato inquietante.
O que fazer e o que não fazer
Greg Murray sugere meditação e exercícios de respiração como meios para restabelecer a calma e retomar o sono. Levantar para comer está completamente fora de questão, assim como recorrer ao smartphone ou computador. Cuidados com o ambiente de repouso e adoção de hábitos saudáveis, favoráveis ao sono, colaboram para amenizar o quadro. Notícias, trabalho e redes sociais antes de deitar são complicadores. Deve-se procurar auxílio especializado na persistência da condição ou nos casos de insônia recorrente, pois podem estar associados a quadros de depressão ou outro distúrbio de ordem mental.
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