Durma bem em 2022

Durma bem em 2022

Quando ouvimos a expressão “hábitos saudáveis”, pensamos automaticamente sobre alimentação, exercícios físicos, abandono do fumo, terapias. Poucas pessoas associam imediatamente à qualidade e duração do sono. A sociedade contemporânea foi moldada para alcançar níveis mais elevados de produtividade, aumentar as horas empenhadas nas tarefas úteis, trabalhar mais e melhor. Uma consequência indevida é a ideia equivocada de que dormir representa tempo improdutivo. Aprendemos que o ideal é treinar para dormir menos e permanecer em vigília por períodos mais extensos. Dormir tornou-se, para muitos, algo quase supérfluo. Ocorre que o sono nas condições adequadas contribui significativamente para saúde e bem-estar. O descanso tem influência sobre a reconstituição de tecidos, produção regular de hormônios e neurotransmissores, equilíbrio de funções orgânicas. Dormir bem gera efeitos positivos para o humor, memória, capacidade de concentração, raciocínio, produtividade e até melhoria da aparência. Sono de qualidade é saudável e extremamente relevante. Portanto, dormir melhor pode ser uma boa resolução ou promessa de ano novo, para você que pretende cuidar da saúde em 2022. Se ainda não está convencido da importância do sono e não acredita que descanso de qualidade pode trazer mudanças significativas à sua vida, leia os tópicos a seguir. Se refletir bem, dormir será uma das suas prioridades em 2022.

O ritmo circadiano 

O ritmo circadiano está relacionado ao ciclo biológico dos seres vivos no intervalo de 24 horas de um dia, influenciado principalmente pelas alterações naturais de luz solar. É como um cronograma das nossas funções vitais no decorrer de cada período de rotação do planeta. Quando perturbado, eleva-se o risco de desenvolvimento de diabetes, doenças cardiovasculares, dores de cabeça crônicas, obesidade e doenças de ordem neurológica. Dormir em horários regulares e condições adequadas equilibra o ritmo circadiano, contribuindo para a manutenção da boa saúde.

O sono e os neurônios

O sono de qualidade contribui para que o líquido cefalorraquidiano atue adequadamente na eliminação de resíduos da atividade celular. Dentre esses resíduos, há uma substância chamada beta-amiloide, derivada da atividade do sistema neurológico e que está associada ao desenvolvimento da Doença de Alzheimer. O sono de curta duração impacta na memória, raciocínio e capacidade de tomada de decisões. Estudos indicam que a neutralização da proteína beta-amiloide também é prejudicada quando não se dorme o tempo minimamente necessário.

Sono e diabetes

A baixa qualidade do sono pode ser fator de agravamento do diabetes. O descontrole nos níveis do hormônio cortisol aumenta a resistência à insulina, favorecendo ao acúmulo da glicose e contribuindo para o desenvolvimento de distúrbios no pâncreas (órgão produtor da insulina). Assim como acontece com o cortisol, o sono ruim desregula os hormônios leptina e grelina, responsáveis respectivamente pela sensação de saciedade e por estimular o apetite. Como resultado, descontrole alimentar que pode agravar quadros de obesidade e também aumentar a resistência à insulina.

Hormônios produzidos enquanto dormimos

Cumprir corretamente os estágios do sono, especialmente a fase do sono mais profundo, possibilita a liberação regular do Hormônio do Crescimento. O GH, como também é denominado o Hormônio do Crescimento, promove tonificação de músculos e tecidos, contribui para a manutenção da densidade óssea e auxilia na queima de gordura. A testosterona, também associada a vigor, força muscular, vitalidade e eliminação do excesso de gorduras, assim como o GH, alcança maiores níveis de produção nos estágios mais profundos do sono.

O cortisol é um hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais e que auxilia no controle do stress. Em níveis regulares, atua contra inflamações, contribui para o bom funcionamento do sistema imunológico, equilibra a pressão arterial e estimula respostas físicas em situações de tensão. Dormir mal pode desregular os níveis de cortisol e afetar todas essas funções vitais.  O sono também favorece a atuação da leptina, conhecido como “hormônio da saciedade”, responsável por informar ao organismo que não estamos com fome. O descontrole na atuação da leptina pode acarretar obesidade e os males dela decorrentes.

Sono e memória 

O sono influencia o processo de seleção das memórias e a associação de novas informações a conhecimentos anteriormente adquiridos. Dormir bem interfere positivamente na memória, no raciocínio e na capacidade de utilizar conhecimentos como ferramentas para a solução de problemas. Portanto, descanso adequado melhora a produtividade, não é desperdício de tempo.

Sono e dor de cabeça 

Dores de cabeça frequentes podem ser resultado de sono de má qualidade. Segundo pesquisas, sono ruim afeta os estímulos aos receptores de dor dos órgãos e tecidos, provocando uma resposta excessiva caracterizada pela dor constante e intensa. Também pode interferir nos efeitos dos medicamentos utilizados no tratamento da dor crônica. Especialistas afirmam haver uma “relação bidirecional” entre sono e dor de cabeça: dormir mal produz ou agrava a dor de cabeça, e esta afeta a qualidade do descanso.

Sono é sinônimo de saúde

O sono é essencial para o bom funcionamento do sistema imunológico, equilíbrio da temperatura corporal e da tensão arterial, recuperação de tecidos lesionados e regulação do humor. O sono de má qualidade acentua o risco de acidentes vasculares e pode agravar quadros de depressão e obesidade. Privação do sono provoca redução da atenção e cansaço, aumentando o risco de acidentes automobilísticos, domésticos e de trabalho.

Sono e boa aparência 

Pesquisas sobre o sono e seus benefícios revelaram também os bons resultados estéticos das noites bem dormidas. O equilíbrio no ritmo circadiano favorece a produção de quantidades apropriadas de melatonina, um importante antioxidante. Outro benefício é a reposição das fibras de colágeno. O colágeno proporciona elasticidade ao tecido conjuntivo, auxiliando na prevenção de rugas, linhas de expressão e flacidez na pele. O sono de má qualidade afeta a reposição dessas substâncias, dentre outros prejuízos. Outra substância que depende do sono para alcançar níveis satisfatórios é o cortisol. Dormir mal desregula a liberação desse hormônio, resultando, dentre outros efeitos indesejáveis, em vasocontrição. A pele tende a ficar pálida e sem brilho, realçando regiões de maior irrigação sanguínea próximas dos olhos, ou seja, formando “olheiras”. Essa condição também possibilita a formação de vincos e inchaços em pontos da pele.

Ter hábitos saudáveis e recorrer a auxílio profissional

Dormir bem contribui para a boa saúde, equilíbrio emocional, bem-estar, segurança. Imprescindível adotar hábitos que promovam sono de qualidade, se quiser usufruir dos seus excelentes benefícios: evitar álcool, fumo, bebidas estimulantes e equipamentos eletrônicos emissores de luz antes de ir para a cama; evitar ingestão excessiva de alimentos antes de dormir; evitar a execução de tarefas profissionais ou escolares estando na cama; o local de descanso precisa ser escuro, silencioso, limpo e com temperatura agradável; colchão ajustado ao biotipo do usuário, confortável, limpo e em bom estado de conservação. É recomendável praticar exercícios físicos, evitando atividades de grande intensidade perto do horário de dormir. Caso o ajuste dos hábitos noturnos não surta efeito ou na possibilidade de desenvolvimento de algum distúrbio do sono, procure auxílio médico para o tratamento mais apropriado.

São essas as sugestões da Colchões Center para boas noites de sono e um ano mais saudável e produtivo. Aproveitamos para desejar um 2022 repleto de paz, saúde e realizações.

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