Seu sono, Sua Saúde!

Seu sono, Sua Saúde!

Quais as possíveis consequências da privação de Sono?
A privação de sono pode causar irritação, falta de concentração e dificuldade de cognição.
Todos já sentimos a exaustão causada por noites mal dormidas, na verdade, dormir bem é tão importante para um estilo de vida saudável quanto fazer exercícios físicos e ter uma alimentação adequada.
Estudos indicam que a carência de sono pode aumentar o risco de doenças cardíacas, acidente vascular cerebral, diabete, obesidade, depressão e até do câncer, uma boa noite de sono é um dos recursos mais eficazes de que se pode lançar mão para manter-se saudável.
De quantas horas de sono você precisa?
Ter uma boa noite de sono significa acordar descansado e energizado, no entanto o chamado sono reparador varia de pessoa para pessoa, o número ideal de horas é individual, se a pessoa dormir menos do que precisa por noites seguidas, acumula um déficit de sono. Dormir menos uma hora por dia já caracteriza privação de sono.
Em média, tem-se como referência o número de 8 horas de sono por dia, mas também é importante salientar que o período do dia que definimos para dormir também tem forte impacto sobre a qualidade do nosso sono, assim, uma pessoa que trabalha no período noturno e dorme no período diurno não consegue ter a mesma qualidade de sono do que uma pessoa que dorme durante a noite, isso ocorre porque o nosso organismo evoluiu de forma a utilizar o período noturno como momento indicativo de se iniciar o período do sono, a liberação dos nossos hormônios também leva isso em conta, desta forma alterar isso de forma artificial não produz o mesmo resultado do que aquele que seria gerado seguindo a nossa natureza humana.
Outro fator interessante é que o nosso hormônio GH, produzido durante a fase do sono, tem seu pico por volta das 23 h às 00:30 h, então dormir muito tarde reduz a qualidade do nosso sono, mesmo que tentemos compensar isso acordando mais tarde.Uma pessoa que não consegue dormir bem fica ansiosa e normalmente “ataca”a geladeira.
Segundo estudos realizados pela Sociedade Brasileira de Sono e pela Federação Latino-Americana de Sociedades do Sono, o brasileiro dorme em média 7,5 horas por noite. No entanto 15% da população tem, no máximo, seis horas de sono por noite.
O estresse e até o fato de algumas pessoas considerarem dormir uma perda de tempo tiram-nos horas de descanso necessárias.
Uma pesquisa realizada no Rio Grande do Norte com um grupo de trabalhadores de uma petroquímica revelou que 60% dos entrevistados gostariam de dormir menos, pois consideravam dormir uma perda de tempo e 25% deles dormiriam menos, mesmo tendo sono e tempo para descansar.
O fato é que dormimos menos do que deveríamos, mas para alguns o problema não está em encontrar tempo para dormir, mas na dificuldade em adormecer e manter um sono contínuo, a insônia e a apnéia do sono são dois distúrbios do sono mais comuns entre os brasileiros. O maior problema é que o brasileiro não valoriza seus problemas de sono e por isso não procuram um especialista.
Por que dormir bem é importante?
Não dormir o suficiente pode comprometer a saúde; o sistema imunológico funciona melhor se dormimos bem, pois as células K (células exterminadoras naturais de agentes nocivos) são produzidas durante o sono e são fundamentais para o bom funcionamento desse sistema. Essas células, produzidas na medula óssea, são encontradas no sangue e no líquido linfático. Estudos experimentais em animais demonstraram que o estresse provoca a diminuição dos glóbulos brancos na corrente sanguínea, entre os quais se encontram as células K. As células K fazem parte do mecanismo de defesa do corpo contra vírus, bactérias e até contra o câncer e não funcionam apropriadamente nos indivíduos com privação do sono.
Um estudo da Escola de Medicina de Cerrahpasa, na Turquia, concluiu que depois de 24 horas sem dormir, a porcentagem de células K no sangue cai em 37%. Outro estudo, este da Universidade da Califórnia, analisou 23 homens e chegou a conclusão de que uma só noite de privação parcial do sono reduz a atividade das células exterminadoras naturais a 72% dos níveis normais.
Embora a atividade dessas células se normalize depois que a pessoa volta a dormir adequadamente, o problema são os possíveis danos no caso de se prolongar o tempo em que o sistema imunológico deixa o corpo sem defesas e suscetíveis a infecções. Mas não é só o sistema imunológico que sofre com a falta de sono, existe uma incidência maior de problemas cardíacos entre as pessoas que apresentam transtornos do sono. Indivíduos com carência de sono mostram sinais cada vez mais fortes de um indicador de doenças cardíacas, a proteína C reativa ultra-sensível (PCRus), cuja presença em níveis anormais, associada à apnéia obstrutiva do sono pode ter papel importante no aparecimento de problemas cardiovasculares.
Pesquisadores da Universidade de Chicago descobriram que o déficit crônico de sono pode diminuir a capacidade de o corpo regular hormônios e processar carboidratos. Em seu estudo, eles reduziram de oito para quatro horas o período de sono dos participantes e em menos de uma semana foram observadas alterações físicas semelhantes aos efeitos da diabete precoce. Os distúrbios do sono aumentaram a probabilidade de um estado pré-diabético (intolerância à glicose e resistência à insulina) e de obesidade. Tanto a intolerância à glicose quanto a resistência à insulina são marcadores de doenças cardíacas.
A questão hormonal associada ao distúrbio do sono também pode contribuir para a obesidade, pois a produção do hormônio GH (Growth Hormone), responsável por importantes funções no metabolismo, entre elas a diminuição da deposição de gorduras em algumas regiões do organismo e cuja liberação ocorre durante o sono é afetado negativamente pela restrição de sono e os seus níveis não se elevam adequadamente, assim a fome passa a ser estimulada. Isso não se restringe apenas ao período noturno, a falta da produção adequada deste hormônio durante a noite será sentida e terá reflexos ao longo de todo o dia seguinte, pois ele continua circulando no sangue ao longo do dia, numa cadência que se esgota até o fim do dia, quando é novamente produzido pelo organismo, desde que o corpo possa descansar adequadamente, facilitando assim a sua produção.
Além disso, durante o sono ocorre também a produção da leptina, hormônio supressor do apetite.
Outro hormônio, a grelina, responsável pelo controle dos picos de fome, eleva-se com a falta de sono, aumentando assim o apetite.
O organismo também passa a produzir mais cortisol, hormônio do estresse, o que propicia o armazenamento de gordura. Por isso, uma boa noite de sono também contribui para o combate à obesidade.
Outra questão importante ligada ao sono é a manutenção da atividade cerebral de forma equilibrada. Cada fase do sono é regulada por neurotransmissores, substâncias responsáveis pela comunicação entre os neurônios e durante a fase não-REM, que representa 75% do tempo total do sono, os neurotransmissores são “recarregados”, por isso a perda de horas de sono pode provocar uma alteração no equilíbrio e na quantidade de neurotransmissores e desta forma, desencadear distúrbios como depressão, ansiedade e sentimentos de raiva ou tristeza.
Como ter uma boa noite de sono?
Alguns fatores podem ajudá-lo a ter um sono de melhor qualidade, seguem abaixo algumas sugestões:
– Dormir num colchão que lhe seja confortável e num ambiente silencioso.
– Ir dormir e acordar sempre no mesmo horário.
– Limite o consumo de cafeína, nicotina e álcool (o álcool apesar de parecer relaxar o corpo, quando consumido antes de dormir, piora a qualidade do sono).
– Jante com moderação e preferencialmente de duas a três horas antes de ir dormir.
– Procure dormir no período noturno, aqueles que trabalham a noite nunca terão a mesma qualidade de sono ao dormirem durante o dia e terão ganho de peso.
– Se possível, vá para a cama por volta das 22 h, porque entre as 23 h e 00:30 h o corpo tem o pico de produção do hormônio GH, um dos mais importantes hormônios produzidos durante o sono, e não é boa idéia abrir mão dos benefícios e da proteção decorrentes da sua produção.
– Pratique atividade física, isso ajuda na qualidade do sono, mas não faça-a pouco antes de dormir, pois neste caso fará retardar o sono.
– Trate problemas médicos que possam contribuir para causar distúrbios do sono.
Ácaros, Rinite e Colchão, qual a relação?

Os ácaros domésticos vivem bem dentro das fibras de tapetes, travesseiros, almofadas, sofás, bonecos de pelúcia e roupas de cama, ou seja, em vários lugares da casa que geralmente as pessoas têm muito contato.

Eles adoram lugares úmidos, mas gostam mesmo é dos colchões. Segundo especialistas, há mais de 1,5 milhão de ácaros dividindo a cama com a gente e cada ácaro elimina, em média, 20 excrementos por dia

Como estão muito próximos de nós é bastante comum inalarmos diariamente os excrementos dos ácaros e até mesmo restos desses bichos. Dentro do nariz, essas partículas entram em contato com os macrófagos, um tipo de célula de defesa do nosso organismo que libera uma substância chamada histamina.

Esse processo causa uma irritação nas terminações nervosas, que desencadeia a coceira, estimula a produção de catarro e os espirros. Assim, começa uma crise alérgica.

Esse é apenas um dos processos alérgicos aos quais os ácaros e seus excrementos nos acometem. A alergia ainda pode acometer os pulmões de algumas pessoas e funcionam como um gatilho para a asma, fechando os brônquios, tubos por onde passa o oxigênio, e dificultando bastante a respiração.

Os ácaros também podem causar dermatites, que se manifestam como eczema, que são lesões inflamatórias crônicas e/ou recorrentes da pele, acompanhadas de coceira intensa e pele seca.
Por esses motivos, recomenda-se a troca dos colchões a cada 5 anos, como é um produto que fica muito tempo em contato próximo ao nosso corpo, um uso demasiadamente longo dos mesmos pode desencadear reações alérgicas a pessoas com baixa imunidade ou com pré-disposição genética.

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