Sono e sistema digestivo

Sono e sistema digestivo

Pesquisadores têm tentado compreender melhor os mecanismos de uma possível influência da privação de sono no funcionamento dos intestinos. Alguns dos efeitos negativos da baixa qualidade do repouso podem estar relacionados ao desequilíbrio da microbiota intestinal. Também conhecida como flora intestinal, a microbiota é composta por trilhões de microrganismos de centenas de espécies diferentes, notadamente bactérias, que desempenham funções não apenas relacionadas à digestão, mas também de produção de hormônios, síntese de vitaminas, produção de neurotransmissores e aperfeiçoamento do sistema imunológico. A privação de sono pode ter efeito por exemplo na produção da serotonina pelas células enterocromafins do intestino. Este neurotransmissor é essencial à atividade do sistema nervoso central e sistema vascular. Alterações nos níveis de serotonina podem conduzir a quadros de depressão e outras doenças da mente. Mais uma consequência possível do impacto da privação de sono sobre os intestinos é a insuficiência na produção do neurotransmissor GABA. O ácido gama-aminobutírico ou GABA é um moderador da atividade do sistema nervoso central. Alterações nos níveis da substância podem produzir distúrbios neurológicos.

O conhecido efeito da privação de sono sobre os hormônios cortisol, leptina e grelina também pode impactar no aparelho digestivo. Grelina e leptina controlam respectivamente sensação de fome e de saciedade. Cortisol mantém o corpo em estado de alerta e aumenta a necessidade de consumo de fontes de energia. A combinação desregula o apetite e compromete a qualidade da dieta. Alimentação desequilibrada é agressão certa ao sistema digestório. É possível também que a privação de sono afete o trato gastrointestinal de forma semelhante ao estresse. Duas disfunções comumente associadas a este quadro são o refluxo gastro-esofágico e a síndrome do intestino irritável. Quanto à primeira, pode acontecer uma relação bidirecional em que a baixa qualidade do repouso agrava o distúrbio e este por sua vez produz incômodos que interferem no descanso noturno. A relação da flora intestinal com o sistema imunológico também pode sofrer efeitos da privação de sono. Pesquisadores publicaram no periódico Clinical Gastroenterolpgy and Hepatology resultados de estudos que sugerem conexões entre baixa qualidade frequente do repouso e risco de desenvolvimento de duas severas doenças inflamatórias intestinais, a colite ulcerativa e a doença de Crohn, ambas também vinculadas a alterações de resposta imunológica.

Os intestinos formam uma estrutura tão complexa e de equilíbrio tão frágil que alguns estudiosos os chamam de “segundo cérebro”. Disfunções no trato gastrointestinal podem comprometer a qualidade de vida e gerar sérias complicações à saúde. Dormir bem e por tempo satisfatório pode produzir benefícios relativamente à regulação do sistema digestivo, portanto, mais um fator a motivar cuidados com a qualidade e duração do repouso. Para finalizar, uma sugestão: caso venha a procurar auxílio médico para tratar problemas gastrointestinais e tenha notado alterações no sono, não esqueça de mencionar, pode ajudar na investigação do problema.

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