Sono ruim e síndrome metabólica

Sono ruim e síndrome metabólica

Privação de sono pode ser agente de agravamento da síndrome metabólica, segundo pesquisadores. Define-se como síndrome metabólica ao conjunto de irregularidades associadas ao aumento da resistência à ação da insulina, decorrente principalmente da obesidade. Trata-se de um grupo de fatores de risco para algumas das mais mortais doenças do século XXI. Especialistas indicam como elementos da síndrome metabólica: acúmulo de gordura abdominal; baixo nível de HDL ou lipoproteína de alta densidade, conhecida como “colesterol bom”; elevada taxa de triglicerídeos; pressão arterial alta; glicemia em jejum elevada. Se um médico ou médica detecta 3 ou mais destes elementos, a pessoa é diagnosticada com síndrome metabólica. Pesquisadores de diferentes instituições e países acreditam que a privação de sono pode agravar significativamente o quadro, por motivos já bem conhecidos relacionados à baixa qualidade do repouso: alterações hormonais, esforço do sistema cardiovascular, propensão ao sedentarismo, alimentação irregular e não balanceada. A persistência dos sintomas da síndrome metabólica conduz a quadros de hipertensão, diabetes mellitus tipo 2, doença gordurosa não alcóolica do fígado, doenças cardiovasculares, podendo também estar associados a tipos de demência e câncer.

Um estudo vinculado ao NHANES – National Health and Nutrition Examination Survey, programa do Centro Nacional para Estatísticas de Saúde (traduzido) dos Estados Unidos, concluiu que quase um terço (31,5% das pessoas avaliadas pelo NHANES) dos indivíduos com tempo médio de sono inferior a 7 horas apresentavam síndrome metabólica. O NHANES concentra dados de saúde e nutrição de habitantes dos Estados Unidos. O programa, assim como o Centro Nacional para Estatísticas de Saúde, integra o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, entidade governamental americana de saúde pública. Outra publicação de pesquisa vinculada ao NHANES estipula uma medida para a ampliação do risco de desenvolvimento da síndrome metabólica associada à privação de sono: cada hora a menos de descanso abaixo do limite mínimo de 7 horas aumenta em 8% o risco de desenvolver síndrome metabólica.

O acúmulo de gordura que promove aumento da medida abdominal tem estreita relação com a síndrome metabólica, pois é quase sempre reflexo de comportamentos que conduzem ao desenvolvimento do quadro ou indício de irregularidades que contribuem para os demais fatores de risco. A Universidade de Leeds, no Reino Unido, avaliou questionários e históricos médicos de 1615 voluntários, com idades de 19 a 65 anos, como parte de um programa amplo de pesquisas sobre nutrição, de abrangência nacional. Pesquisadores constataram maior acúmulo de gordura abdominal em pessoas que afirmavam dormir, em média, 6 horas ou menos, assim como IMC – índice de massa corporal médio mais baixo no grupo que dormia regularmente 7 horas ou mais. A partir da análise de exames de sangue dos participantes, perceberam também valores médios de HDL (colesterol bom) mais baixos no público com sono irregular, outro indicativo da síndrome metabólica.

Uma das explicações para a relação entre privação de sono e síndrome metabólica é o desequilíbrio nos níveis dos hormônios grelina, ligado ao aumento do apetite, e leptina, cuja ação resulta na sensação de saciedade. Sono irregular descompensa as substâncias, induzindo a hábitos alimentares que contribuem para o acúmulo de gordura abdominal. A redução do tempo de repouso provoca uma disfunção que aumenta o apetite, justamente quando o indivíduo não deveria ingerir calorias. A redução do tempo de sono altera o padrão de secreção do GH e do cortisol, reduzindo o primeiro e aumentado o segundo. O GH é importante na remodelação óssea e na regeneração de tecidos diversos, incluindo o muscular, recursos para a queima calórica. Menores níveis de GH favorecem o aumento da adiposidade na região abdominal. Quanto ao cortisol, secreção em excesso resulta em aumento de resistência à insulina, outro sintoma da síndrome metabólica. Menor tempo de sono acarreta estimulação do sistema nervoso simpático e consequentemente alterações na frequência cardíaca, contração dos vasos sanguíneos e elevação da pressão arterial, justamente no período em que o sistema cardiovascular deveria estar em recuperação. A privação de sono pode estar relacionada também a um aumento na liberação de citocinas pró-inflamatórias, sendo que algumas delas têm como efeito a redução da sensibilidade à insulina.

Estudos recentes deixam claro que a redução do tempo de repouso noturno influencia quase todos os elementos que constituem a síndrome metabólica, corroborando os resultados das pesquisas das duas conceituadas instituições mencionadas neste texto, reforçando a tese de que higiene do sono é investimento em saúde e longevidade.

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